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Lula teve 65,26% e 73,24% em Salvador CNN Brasil bahia.ba. E os líderes da cidade? Veja como agiram Bruno Reis e ACM Neto

Levantamento em 26/10/2026, com base em reportagens publicadas até 25/10/2026. Os fatos são apresentados como relatados pelas fontes, com o veículo ao lado de cada trecho.

Linha do tempo

Entre os turnos — ACM Neto passa a apoiar Flávio Bolsonaro (07/10 a 25/10)

  • Ponto de partida (2022): na eleição anterior, o então candidato ao governo ACM Neto foi noticiado como inclinado à neutralidade entre Lula e Bolsonaro no 2º turno presidencial, com receio de afastar eleitores (Congresso em Foco). Em 2026, declara apoio explícito a Flávio Bolsonaro.
  • 04/10: ACM Neto perde o governo da Bahia para Jerônimo (A Tarde).
  • 06/10: a federação União Progressista (União Brasil e PP) formaliza apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno (Jornal Grande Bahia).
  • 07/10 (Brasília): ACM Neto, vice-presidente nacional do União Brasil, anuncia o apoio ao lado de Flávio, diz que o partido "fechou questão", promete "empenho irrestrito" e mobilização de prefeitos e deputados na Bahia. Liga o gesto à busca de renovação no cenário nacional, linha que já defendia após a apuração do 1º turno (A Tarde, bahia.ba).
  • Após o anúncio: Bruno Reis declarou o mesmo apoio a Flávio (Anota Bahia).
  • 17/10 (Barra, Salvador): no ato "Bloquinho do 22", com trio elétrico perto do Farol da Barra, ACM Neto chamou o evento de "Carnaval da mudança no Brasil", disse que a Bahia não pertence ao PT e acusou Lula de ter ido ao Farol da Barra, no fim do 1º turno, para agredi-lo e "mentir" aos baianos. Pediu que Flávio, se eleito, ajude a Bahia mesmo com o governo estadual nas mãos do PT (bahia.ba).
  • 25/10: após votar em Salvador, reforçou o apoio a Flávio (Alô Alô Bahia).
  • Reações do PT baiano (07/10): o senador eleito Rui Costa disse, em vídeo, que os derrotados na eleição estadual se aliavam a grupos que "são contra a Bahia" (Ponte Salvador-Itaparica, metrô, VLT, hospitais) e pediu que a militância amplie a votação de Lula (bahia.ba). O governador Jerônimo Rodrigues escreveu no X que a neutralidade de ACM Neto no 1º turno "era oportunismo eleitoral e propaganda enganosa" e que o candidato dele "sempre foi Flávio Bolsonaro" (Voz da Bahia).

Dia do 2º turno (25/10)

  1. Madrugada/manhã — ônibus retidos. Parte da frota não saiu das garagens. Segundo o prefeito, a maioria dos ônibus tinha adesivos de candidato do PT, e as empresas mandaram retirá-los, o que atrasou a saída (O Antagonista). O prefeito citou 75 ônibus retidos em uma garagem em Caminho de Areia (A Crítica). O Procon-BA contabilizou 370 parados em quatro garagens (Revista Fórum), número que depois subiu para 544 (Times Brasil, Terra).
  2. Denúncia. A Federação Brasil Esperança (PT, PCdoB e PV) denunciou à Justiça Eleitoral que a frota estava mais de 50% menor que em dias úteis (Agência Brasil). Eleitores relataram demora para chegar aos locais de votação (A Crítica).
  3. TRE-BA — frota e gratuidade. O presidente do tribunal, desembargador Maurício Kertzman Szporer, mandou liberar 100% da frota, com frequência de dia útil e passagem gratuita, sob multa de R$ 1 milhão por hora (Agência Brasil). A Polícia Civil foi acionada para fiscalizar, inclusive com drones (A Crítica).
  4. TRE-BA — ordem de prisão. O mesmo desembargador determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, apontando indícios de violação dos arts. 297, 304 e 347 do Código Eleitoral. A decisão cita um supervisor da operação do BRT que teria dito que a frota reduzida seguia "orientação da Semob" (Agência Brasil). Souza estava em Paris, em missão oficial a convite do governo francês, e a prefeitura disse que ele se apresentaria às autoridades ao voltar, na segunda (26/10) (Band, Revista Fórum).
  5. Reação do governo estadual. O governador Jerônimo Rodrigues colocou a PM e a Secretaria da Segurança à disposição para identificar policiais habilitados a conduzir ônibus e afirmou, no X, que não aceitaria tentativa de impedir o voto. Procon-BA, Agerba e SJDH passaram a fiscalizar a gratuidade na operação "Vai e Vota" (A Crítica).
  6. Reação da prefeitura. Bruno Reis negou sabotagem e erros, disse que a frota normalizou até as 10h30, atribuiu o atraso à retirada dos adesivos, afirmou que o sindicato tem vínculo político com o PT, publicou no Instagram imagens de pessoas colando adesivos do PT nos ônibus e defendeu o secretário (O Antagonista, Folha Vitória). Chamou as acusações do PT de "desesperadas" (Revista Fórum). A Semob disse ter mandado liberar todos os ônibus, mesmo adesivados (Agência Brasil).
  7. STF — votação prorrogada. O ministro Cristiano Zanin prorrogou a votação até as 19h (horário de Brasília) após pedido ligado à campanha de Lula, que citou a ADPF 1.013 (transporte gratuito e com frequência adequada em dia de eleição). O pedido nasceu das queixas em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, mas a decisão teve alcance nacional e o TSE pausou a totalização (Conjur, Poder360 — íntegra, Nexo).

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Faltam para o 1º turno

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